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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Formas de ter uma casa mais saudável e menos tóxica

Acreditamos que quanto mais saudável o local que vivermos e o estilo de vida que levarmos, melhor, por isso fizemos uma breve pesquisa na internet e aqui está o resultado. Esperamos que vocês também possam usufruir desse conhecimento, buscar uma vida mais saudável e se souberem de mais coisas, nos ensinar. Vamos as formas:

UTILIZE VASILHAS DE VIDRO

Leite direto da vaca para a garrafa de vidro!
A vasilhas de plástico liberam substâncias aos pouquinhos que provavelmente vão nos intoxicar com o passar de muitos anos. Além disso é mais fácil lavar vasilhas de vidro! Abandonar o plástico, sempre que possível, é uma forma de ter um ambiente menos tóxico a sua volta.

UTILIZE UM FILTRO DE CARVÃO ATIVADO

Não importa de onde a água venha, você não tem garantias da qualidade dela. O carvão ativado tem uma capacidade extraordinária de reter moléculas que não as da água. Se você compra sua água ou utiliza água do sistema público, mais importante ainda. Se você capta sua água na natureza (como será o nosso caso) a importância está principalmente em evitar micro-organismos nocivos.

EVITE UTILIZAR PLÁSTICO FILME PVC

No Brasil, infelizmente, ainda não temos os plásticos filmes de materiais biodegradáveis, apenas os clássicos PVC, que são feitos de um derivado do petróleo que pode impregnar na comida. A alternativa mais básica seria envolver a comida com um pano mesmo ou colocar dentro de vasilhames de vidro.

NÃO UTILIZE VENENOS PARA INSETOS

Todos eles são venenos e todos se acumulam no seu corpo. Coloque telas na casa, invente alternativas, mas evite de todas as formas os venenos para insetos!

UTILIZE MAIS O ASPIRADOR DE PÓ

Além de combater eficazmente todo o pó e o ácaro que se acumula pela sua casa, o aspirador de pó tem a habilidade de sugar partículas tóxicas que são liberadas, como por exemplo, os retardantes de chama que estão em quase todos os eletrônicos - TV, computadores, relógios, etc - e espuma de poliuretano - travesseiros e colchões - esses retardantes são tóxicos, liberados lentamente no ambiente e se acumulam no organismo. Melhor forma de vencê-los? Aspirador de pó!!!

EVITE OS PERFUMES DE AMBIENTE

A maioria deles possuem acetaldeídos, que são cancerígenos, precisa dizer mais?

NÃO TENHA CORTINAS DE VINIL (NEM PISOS DE VINIL)

Já reparou no cheiro forte que essas cortinas tem logo que você tira elas da embalagem a primeira vez? Essas cortinas são feitas de PVC. Um estudo mostrou que essas cortinas liberam cerca de 108 compostos orgânicos voláteis, muitos dos quais podem causar danos ao fígado, sistema nervoso central, aparelho respiratório e reprodutivo. Além disso elas possuem ftalatos e metais, altamente cancerígenos, com leis com restrições a eles nos EUA e Europa (nada no Brasil). Por isso expulse o vinil e o PVC da sua casa!!!

CUIDADO COM ÁGUA ENGARRAFADA


O mercado das águas engarrafadas é um caos! Nos EUA um estudo mostrou que 22% das marcas que engarrafavam água tinha contaminantes químico em níveis danosos a saúde. Imagine no Brasil!!!! Além disso contaminantes, como os ftalatos, podem ser liberados na água. Coloque um bom e velho filtro de barro na sua cozinha e quando for carregar água consigo, prefira garrafas de aço stainless.

NÃO TENHA TRAVESSEIROS SINTÉTICOS

Prefira os de pena de ganso! Todos os travesseiros sintéticos possuem muitos químicos danosos como éteres de difenila polibromados, diisocianato de tolueno e formaldeídos, para dizer apenas alguns. Além do tratamento com retardantes de chamas. Existem ótimas opções naturais para você passar oito horas por noite com a cabeça enfiada!

CUIDADO AO ESCOLHER DESODORANTES

A grande maioria dos desodorantes possuem parabenos, ftalatos, triclosanos e alumínio. Se puder evitá-los ou buscar alternativas naturais, melhor.

CUIDADO COM OS AMACIANTES

A maioria deles também estão cheio de substâncias nocivas que vão impregnar na sua roupa. Existem algumas alternativas, pesquise no Google!

NÃO UTILIZE O FORNO ACIMA DE 315 GRAUS CELSIUS

Essa temperatura faz libertar fumaças tóxicas. Para se ter uma ideia em países desenvolvidos há uma grande documentação sobre a morte de pássaros de estimação que ficavam dentro de casa por essa fumaça (para quem não sabe pássaros são muito sensíveis a gases tóxicos, pessoas que vivem próximas a vulcões costumam ter pássaros para terem um alerta, pois eles morrem logo no início das emissões de gases que antecedem uma erupção).

ESCOLHA UM COLCHÃO 100% NATURAL

É bem difícil encontrar um, mas existe os que são feitos 100% de látex natural. Todos os outros são cheios de retardantes de chamas. Se não tiver opção procure ter uma cobertura natural para o colchão, para evitar ficar oito horas com o corpo em contato com algo que está o tempo todo liberando substâncias químicas nocivas (já entendeu porque tanta gente tem câncer o tempo todo, né?)

ABRA AS JANELAS DA CASA

Como é fácil notar até aqui, dentro de casa é muito poluído. As compostos orgânicos voláteis sendo liberados todo o tempo e se você não abre a janela, eles ficam dentro de casa e ponto final. Estudos em países desenvolvidos demonstram que o ar é de 2 a 5 vezes mais poluído dentro de casa do que fora (claro que não deve ser o caso em São Paulo). Só para ter uma ideia, esses mesmos estudos mostram que há 20 a 200 vezes mais formaldeídos dentro das casas em bairros suburbanos que fora delas.

EVITE PANELAS ANTIADERENTES

Elas liberam uma fumaça tóxica quando superaquecidas (lembram do 315 graus célsius?). Tanto que já tem até um nome para a doença com sintomas parecidos com uma gripe que é causada por essa fumaça: FEBRE DA FUMAÇA DO POLÍMERO ou Gripo do Teflon (CID T59.9). Novamente há muitos relatos de morte de pássaros de estimação por essa fumaça.

EVITE PANELAS DE ALUMÍNIO

O alumínio é liberado quando utilizamos outro metal para mexer o alimento dentro dela, consumimos esse alumínio que é tóxico e cumulativo. Muitos estudos associam a cocção em panelas de alumínio com doenças degenerativas do sistema nervoso, como Mal de Alzheimer. Se não tiver como substituí-las imediatamente utilize apenas colheres de pau para mexer os alimentos dentro dela e não limpe usando palha de aço. Lembre-se: quanto menos raspá-la menos alumínio vai pra sua barriga.

EVITE MÓVEIS DE MDF

Mais um grande emissor de formaldeídos. A Consumer Product Safety Commission - CPSC - americana afirma que há grande liberação de formaldeídos nos primeiros dez meses da construção do MDF mas não há conclusão durante quanto tempo continua a liberação desse tóxico, portanto, retire o MDF da sua casa.

DRYWALL E TAPETES: REEMISSORES DE FORMALDEÍDOS

Exatamente isso: de todo o formaldeído liberado uma parte se fixa no drywall e nos tapetes, que passam a reemití-lo. Por isso da importância de aspirar os tapetes com frequência, ou evitar tê-los.

TENHA UMA CASA SECA E ENSOLARADA

Isso elimina ácaros e bactérias. Sem necessidade de maiores explicações.

TENHA PLANTAS DENTRO DE CASA

Elas ajudam a absorver substâncias tóxicas do ar. São filtros naturais. Pesquise as mais adequadas e aproveite!

MANTENHA O CARRO 100% DO TEMPO AO AR LIVRE

O carro libera muitas substâncias tóxicas e colocá-lo em uma garagem fechada em conexão com a casa é uma forma de suicídio lento. Entre outras coisas os combustíveis evaporam um pouco quando o carro está parado e é o suficiente para poluir o ar da sua casa. Portanto lugar de carro é no quintal aberto.

RETIRE OS ELETRÔNICOS DO QUARTO

Há muitos indícios que os campos eletromagnéticos possam interferir no corpo humano. Para quê testar se podemos evitar? Deixe celulares, TV, rádios, computadores, tablets, etc na sala. Quanto mais clean for seu quarto, melhor será seu descanso!

É difícil conseguir cumprir todos essas passos, mas podemos tê-los como objetivo. Esperamos com o passar do tempo conseguir deixar a nossa casa o menos poluída o possível!!!

P.S.: Matéria que saiu na BBC sobre os produtos perigosos que temos em casa.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Qual terra comprar e a como compramos nossa terra

Quando decidimos que iríamos mudar para o Extremo Oeste Catarinense e morar na área rural pensávamos que o processo de encontrar nossa terra iria demorar. A terra sonhada teria que preencher muitos quesitos e os preços na região são elevados, acima do acesso a crédito que nós tínhamos no banco (já que não tínhamos dinheiro guardado). Planejávamos conseguir comprar a terra em cerca de dois anos, quando imaginávamos que os preços cairiam devido a crise. Apesar dessas condições decidimos ir espalhando a notícia que queríamos comprar um sítio e fomos nas duas imobiliárias da cidade envolvidas em negócios rurais. Explicamos o nosso desejo de viver no campo, os nossos quesitos em relação a terra e a nossa restrição orçamentária (colocamos um limite de sessenta mil reais). O corretor de uma dessas imobiliárias pareceu entender bem nosso sonho e afirmou que iria nos ajudar a realizar. Assim conhecemos o seu José Scholl. Uma das primeiras pessoas que conseguiu captar nosso sonho e nossas condições com clareza. Depois disso ele passou a buscar terras e nos apresentar os terrenos que mais se aproximassem daquilo que pedimos. Passamos algumas tardes passeando e conhecendo terras nos mais diversos locais de São José do Cedro até chegar no Rancho Vale do Tigre, mas antes de continuar a história de como adquirimos nossa terra vamos explicar quais os nosso critérios:

Lugares altos x Lugares baixos

Paisagens espetaculares que os lugares altos propiciam.

O Extremo Oeste é uma região de topografia bastante acidentada com muitos vales e montanhas e poucas terras planas. Na região a maioria das pessoas prefere terras nos vales tanto para produzir, pois costumam ser terrenos mais planos, como para lazer, para a construção de ranchos a beira dos rios e lajeados (pequenos riachos com muitas pedras). Os altos de montanhas são evitados tanto pelas temperaturas baixas no inverno como pelos fortes ventos que assolam a região eventualmente (em setembro de 2009 um tornado destruiu Guaraciaba, uma cidade vizinha) e também pelas inclinações que impedem os trabalhos de máquinas agrícolas. Nós optamos por buscar as alturas por vários motivos. Somos apaixonados por montanhas é o primeiro deles e imaginar a possibilidade de acordar todos os dias e ver uma paisagem maravilhosa, poder enxergar longe, isso nos atraí muito. Preferimos frio ao calor. Baixadas, especialmente próximas de riachos, tendem a ser úmidas e abafadas, coisa que temos aversão. Já as regiões altas são mais secas e frescas (e com ventos congelantes no frio do inverno). Temos a ideia de construir uma casa preparada para o frio, incluindo uma bela lareira, então não temos o porque fugir de alguns graus a menos no termômetro, pelo contrário, quando nossa casinha estiver pronta, o frio será muito bem vindo! Além disso há o motivo financeiro pois os terrenos altos costumam ser mais acidentados e mais baratos. Por todos esses motivos, vitória das montanhas e dos lugares altos!!!

Terrenos fechados x Terrenos abertos

A configuração perfeita: uma parte central aberta e as periferias do terreno fechada de mata.

Nesse quesito nos referimos a existência de matas e florestas. Nós adoramos florestas, mas um terreno muito fechado tem lá seus problemas a começar de problemas legais e éticos: imagine que você precise derrubar árvores! Além de burocrático (o problema legal) nós queremos plantar árvores e não derrubá-las! (o problema ético). Um outro ponto de vista a ser analisado e a construção de uma casa cercada de árvores ou em campo aberto: pensamos que a casa em campo aberto preenche mais nossos quesitos, pois é uma casa mais ensolarada e consequentemente menos fria e úmida e nos permite ter uma paisagem maior e enxergar mais distante. Talvez numa região mais quente seja interessante uma casa rodeada de árvores para aliviar o calor, mas esse não é o nosso caso. Portanto para nós o terreno perfeito tem uma área aberta para a construção da casa, têm florestas próximas (quanto mais melhor) porém possui corredores de visão para a paisagem. Vitória dos terrenos abertos!!!

Próximo da cidade x Distante da cidade

10 km da área urbana de São José do Cedro e de Guarujá do Sul.

Para nós terrenos próximos da cidade são os que estão a cerca de cinco quilômetros da área urbana e os distantes são os que estão a mais que isso. Temos uma visão de que quanto mais próximo da cidade, mais vulnerável a roubos a propriedade estará, pois os criminosos não costumam ir tão longe para roubar, basta que fique um pouco ermo que é o suficiente, além disso outro fator proibitivo é o preço, terras próximas da cidade são muito, mas muito mais caras, o que faz com que as áreas sejam menores e os vizinhos estejam quase tão próximos como numa cidade. Na verdade nos primeiros quilômetros do entorno urbano praticamente só há chácaras, a maioria de lazer, propriedades com menos de um hectare, próximas uma das outras, alvos atraentes para criminosos e para som alto nos finais de semana de festas. Estabelecemos que desejaríamos uma terra a partir de cinco quilômetros da área urbana. É claro que muito distante tem seus contratempos, a vida de hoje te leva a cidade com alguma frequência (que pretendemos diminuir com o tempo), mas achamos que o custo x benefício é melhor estando distante. E o principal argumento é o preço. Enquanto meio hectare de terra custa cerca de cem mil reais nas proximidades da cidade, o preço cai para dez mil numa distância maior. Vitória da distância!!!

Estrada principal x Estrada secundária

Nessa estrada passa no máximo uns dez carros por dia a baixa velocidade. Nada de poeira. Nada de barulho!

As estradas são a principal forma de acesso ao campo, em lugares como a Amazônia ou algumas regiões litorâneas você pode chegar na sua terra de barco, em outras como o Alasca, você só chega de avião, mas na maior parte do mundo a boa e velha estrada de terra é o caminho. Existem estradas principais, incluindo as rodovias, e estradas secundárias. No Extremo Oeste Catarinense a condição das estradas de terra são muito boas, sendo desnecessário veículos com tração mesmo nos períodos chuvosos e nas rodovias federais há um grande fluxo de veículos. Logo que chegamos em São José do Cedro alugamos uma casa a cerca de um quilômetro da BR-163 e é possível ouvir o barulho constante dos caminhões. Então a primeira opção a ser descartada eram terras nas proximidades das rodovias, pois além do barulho, essas terras parecem ser mais vulneráveis também, pois pessoas de todas regiões do Brasil passam por elas. Para nós a terra deveria estar distante o suficiente para não se ouvir o som dos caminhões passando. Depois analisamos as estradas rurais principais. O grande problema dessas para nós é a poeira. A gente sempre observa os carros passando em velocidade e o poeirão que levanta e vai longe. Para nós o melhor seria uma estrada secundária não muito longe da principal. A velocidade dos carros é menor. Dificilmente um dia perderemos algum animal atropelado. Nossa propriedade não ficará cheia de poeira e mais uma vez, terras em estradas secundárias são mais baratas que terras em estradas principais. Vitória das estradas secundárias!!!

Região de pecuária x Região de lavoura

Tudo do outro lado da estrada são terras de pecuária ou áreas de preservação.

Toda área rual da região se divide entre pecuária ou lavoura. No início da busca não demos muita atenção a isso, mas depois que nosso corretor nos chamou atenção passamos a reparar. Qual a diferença? As regiões de lavoura são "vítimas" de um uso mais intensivo de agrotóxico, você pode sentir o veneno no ar quando ele é dispersado. Já as regiões de pecuária não. Parece pouco mas não é. Um dos principais motivos de deixar a cidade e morar no campo é respirar ar puro. Portanto descartamos viver nas regiões de lavoura. Apenas descartamos viver em regiões com suinocultura, pois o odor é muito forte e há grande emissão de fluídos oriundos das criações fechadas em riachos e no lençol freático da região. E de novo a questão preço: terras de pecuária são mais baratas que terras apropriadas para a lavoura. Portanto vitória das regiões de pecuária.

Terras documentadas x Terras não documentadas

No Extremo Oeste Catarinense ainda não soubemos da existência de terras sem escritura, terras não documentadas, mas mesmo assim esse foi um de nossos primeiros quesitos. A nossa terra deveria ter toda sua documentação em dia para evitar problemas futuros, ainda que isso elevasse o preço. Não é necessário discorrer muito sobre esse quesito. Sem documentação não é possível o cadastro como produtor rural entre outras coisas. Um desconto que para nós não vale a pena. Vitória das terras documentadas.

Outros quesitos

Alguns outros quesitos são um tanto quanto óbvios mas vamos escrever um pouco sobre eles:

- energia elétrica
Poste da CELESC passando dentro da propriedade. Facilidade de acesso a energia.
Queríamos terras que os postes da CELESC não estivessem a uma distância proibitiva. Apesar de sermos informados que a CELESC é obrigada a levar energia até sua propriedade, essa é uma burocracia que queríamos evitar, pois tínhamos em mente coisas como: Essa obrigação é para quando já está morando no local? E até morar lá? Quanto tempo demora? Será que realmente é gratuito? Por isso para nós a terra deveria estar a uma distância que nós mesmos pudéssemos levar a energia caso fosse necessário.

- água

Nascente no limite leste da nossa terra,
Água é vida. A região da terra deveria ter pelo menos alguma fonte de água. Quanto mais acesso à água melhor. Algumas pessoas falam em construção de poço artesiano. Lembre-se apenas que um poço custa a partir de dez mil reais.

- acesso
Estrada de 100 metros que foi facilmente aberta para ligar a via rural até o local da casa.
Uma coisa são as estradas rurais públicas, outra coisa é do limite da cerca para dentro da sua propriedade. Muitas terras altas exigem a construção de estradas em locais muito acidentados e isso encarece e dificulta muito tudo. Por mais que nos dissessem que a prefeitura local constrói acessos descartamos as terras de difícil acesso. Não confiamos em governos...

- preço

Um quesito muito importante: sessenta mil reais! A nossa terra deveria preencher todos os quesitos anteriores com esse valor máximo. Estávamos dispostos a esperar o quanto fosse até que aparecesse algo por esse valor.

Com todos esses quesitos em mente o nosso corretor José Scholl foi buscando terras para nós. Muitas estavam mais caro, outras tinham um acesso muito difícil, algumas não nos agradava de forma geral, mas seu Scholl foi muito persistente na busca. Nos levava em seu carro para nos apresentar terras, abria picadas a facão para conhecermos os terrenos. Buscava proprietários de terras que nos interessava, enfim fez um trabalho muito profissional. Um dia olhando no Google Earth vimos um topo de montanha muito interessante e lá foi seu Scholl falar com o proprietário, seu Laurentino Rockenbach, um dos pioneiros da cidade, que lhe respondeu que não iria vender aquele pedaço no topo da montanha, mas que possuía uma escritura a parte de 4,5 hectares do outro lado e que atenderia o que pedíamos. Numa segunda-feira, 14 de março de 2016, fomos olhar a terra. Chegando no local ficamos impressionados. Era perfeito! Mas não nos animamos muito, pois já tínhamos visto terras muito bonitas e caras. No dia seguinte seu Scholl nos telefonou e disse que o preço estava dentro do nosso alcance!!! Achamos nossa terra!!! Voltamos lá analisar: Exatamente a 10 km da cidade. Uma grande parte plana  no terreno numa média de 680 metros do nível do mar em frente a um vale espetacular. Frente voltada para o nordeste e protegida pela montanha dos ventos do sul. Um bosque em cada um dos limites da terra, algumas grandes árvores isoladas e uma florestas nas costas do terreno no alto da montanha. Uma nascente, uma fonte e um mini açude. O poste do CELESC com baixa tensão passando dentro da terra. Um região de pecuária extensiva com uma floresta de mais de 50 hectares na frente do terreno. Era perfeito! Começamos a levar alguns conhecidos para olhar a terra e opinar e todos achavam muito bom o preço, o local, a paisagem. Assinamos o contrato de compra e venda na sexta-feira, 18 de março de 2016. Na segunda tínhamos pego o crédito consignado na Caixa Econômica Federal e pagado o terreno e dado entrada nos trâmites de transferência de escritura. Tínhamos nossa terra! Era o começo do Rancho Vale do Tigre muito antes do que imaginamos que seria!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Deixar a cidade e viver no campo: uma primeira postagem

A cidade grande proporciona muitas coisas para as pessoas: anonimato, consumismo e individualismo são três das principais marcas das cidades grandes. Nela você tem acesso a tudo que você precisa comprar ou locais onde pode gastar seu dinheiro. Nela você tem seu tempo bastante ocupado para não precisar pensar muito: trânsito para poder ir a todos lugares, dificuldades de estacionar, preocupações constantes com violência, necessidade de muito dinheiro e consequentemente muito trabalho para pagar as contas. Você não precisa se preocupar com seu vizinho afinal, você normalmente nem o conhece. São ambientes ótimos para criar filhos pois eles são praticamente obrigados a ficar dentro de casa no vídeo game ou TV ou quando você tem mais dinheiro eles podem "brincar" dentro do condomínio. Enfim, a cidade é tudo de bom para quem é vazio, pensa apenas em si mesmo, em ganhar dinheiro e gastar dinheiro.

Esse não é o nosso caso!

Amamos a natureza! Adoramos praticar esportes ao ar livre. Na verdade adoramos atividades na natureza: caminhadas, corridas, camping, piqueniques, canoagem, bike, pesca, fotografia, tiro, contemplação de paisagens, conversas em volta de fogueiras, cultivo de plantas, criação de animais, e mais uma infinidade de coisas. Tudo o que gostamos está limitado nas cidades. Adoramos pessoas simples que te dão valor pelo que você é e não pelo que você tem, e assim são as pessoas que vivem da terra em sua maioria! Lamentamos pelas pessoas que perdem uma vida trabalho em trabalhos que não gostam para ter coisas que não precisam, como por exemplo carros caros. Entre pagar trezentos reais num jantar caro ou aprender a fazer um novo prato e ficar em casa curtindo uma música na frente da lareira preferimos mil vezes a segunda opção!

Não precisamos falar mais nada porque escolhemos viver no campo!

E temos certeza que se você está lendo isso é porque tem suas dúvidas se viver na cidade vale a pena.

Continue conosco e nos acompanhe na nossa recém iniciada jornada de sair da cidade e ir viver no campo.